sábado, 28 de fevereiro de 2015

Amando-me pouco

Estava quase dormindo quando de repente me veio uma vontade súbita de escrever aqui...
Escrever sobre o "amor".
Amar quanto? Amar como? Amar a si mesmo? Amar alguém? Amar a quem?

O amor sem sombra de dúvidas é o sentimento mais perverso que existe. Quando se ama muito alguém, consequentemente ama-se a si pouco.

Amamos intensamente sem esperar nada em troca... MENTIRA, BALELA, LOROTA!

Pessoas se entregam ao amor unicamente para desfrutar do amor e das atribuições que o amor as trazem.

Sempre que ouço uma história de amor, a conclusão que tiro é de que o amor e a dor estão muito mais ligados do que unha e cutícula. Afinal, O AMOR É A DOR.

Amar dói, amar fere, amar, amar, ama, amar...] Somos escravos de algo que tomamos como necessidade, necessidade de ter alguém, de ser amado por alguém, mas por que?

juro que adoraria saber.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Grandeza Vetorial

Ontem eu perguntei ao meu professor da faculdade se demorou para chegar aos 50 anos. Com um sorriso ele me respondeu que só demorou até chegar aos 18 e que a partir de então, o tempo voou. Ele saiu da sala e me deixou refletindo. Talvez ele nem saiba o peso que estas palavras tiveram sobre mim. Sempre que eu penso nisso, tenho a impressão de que minha vida está seguindo e eu estou apenas assistindo-a passar diante de mim, e que, quando eu menos esperar, estarei sentada numa cadeira de balanço olhando meus netos brincarem.

Pode parecer exagero, mas não é. O que eu construí nesses 19 anos? O que faz com que viver a vida seja um prazer e não um fardo? Será que estou destinada a apenas cumprir aquele velho ciclo de "nascer, crescer, amadurecer, reproduzir e morrer"? O que eu vou deixar de legado? Como as pessoas vão se lembrar de mim? Ou simplesmente não lembrarão? Eu tenho aproveitado as oportunidades que me aparecem?

Viver foi a melhor oportunidade a mim concedida e eu não tenho aproveitado como poderia. A comodidade parece tão mais confortável, eu sei. Mas definitivamente, não concorda com meus interesses. Eu quero ver o mundo com aquele olhar curioso de criança quando ainda está desenvolvendo a percepção, onde pra ela tudo é indagante [infelizmente, fazem com que as crianças cresçam acreditando que tudo é normal demais para despertar a curiosidade]; quero questionar sobre tudo, quero duvidar, quero buscar as respostas.

A vida é uma grandeza vetorial, e agora darei sentido, direção e intensidade à minha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quinta-feira

Se eu pudesse desejar algo, com certeza desejaria que todos os dias fossem "quintas-feiras". Mas não qualquer quinta-feira! Uma quinta-feira como a de hoje, 26 de fevereiro de 2015.

O sol brilha, e o aroma do meu copo de café insiste em me convidar para um dos prazeres mais formidáveis. Ainda assim há algo que persiste em não sair da minha cabeça; as tais "pessoas focadas", se é que assim posso chama-las...

Tenho uma relação muito incerta com essas pessoas focadas. Essas pessoas que passam 10, 20 anos querendo a mesma coisa. Elas vão lá e conseguem, porque se tem uma coisa que o Oriente ensinou ao pretensioso Ocidente é que a disciplina vence o talento quando eles se encontram em condições justas de temperatura e pressão. 

Parte do tempo, considero essas pessoas focadas as mais espertas de todas. Como elas conseguem isso? Como elas conseguem fazer escolhas e manter escolhas numa época feita para a distração?

Na outra parte do tempo, acho que são só umas coitadas que não entenderam o mundo em que vivem; esse mundo que te permite seguir um tutorial de maquiagem enquanto assiste uma aula de Yale, sendo você um ser humano sem nenhuma capacidade de usar duas cores de base ou frequentar Yale.

Não sei, talvez haja algo de estranho nesta quinta-feira.