quinta-feira, 18 de junho de 2015

Formula de "ser feliz"

Fizeram a gente acreditar que o amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que o amor não é acionado e nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossas vida, merece carregar nas costas a responsabilidade de complementar o que nos falta. Na realidade a gente cresce da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar em uma fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era o que funcionava. Não contaram que isso tem um nome: anulação. Que só sendo um indivíduo com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados; que os que transam pouco são os caretas; que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de "ser feliz", a mesma para todos, e os que escapam dela são condenados a marginalidade. Não nos contaram que as fórmulas dão errado; frustram as pessoas; são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Não nos contaram e nem ninguém vai contar. Cada um terá que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Gentileza e Livros

Revirando alguns livros aqui em casa, me submeti a muitas lembranças boas. Como no dia em que minha mãe me mostrou um dos livros dela, chamado "A Cor Púrpura". Sim, eu sei que é um livro bem forte para a criança que eu era na época, mas entre eu e minha mãe nunca houveram "mi-mi-mis". E foi dela que eu herdei essa paixão pela leitura.

Me lembrei também de um moço que eu havia conhecido a pouco tempo no cursinho pré-vestibular. Ele prometeu que me apresentaria um livro incrível, e na semana seguinte me trouxe o livro do qual havia dito novinho em embalagem pra presente da livraria e tudo! Aquele dia percebi que o que ele queria, era me fazer sentir a mesma satisfação e empolgação que ele teve ao ler o livro, e de tão empolgado que aquele moço que mal me conhecia ao me contar a história transparecia, eu não via a hora de chegar em casa e começar a devorar as páginas. E incrível como as coisas são, mais tarde naquele mesmo ano apresentei o tal autor e livro a um outro amigo que também se sentiu maravilhado com a história e me agradeceu abeça.

Quanto ao presente e a gentileza daquele moço, me senti lisonjeada por mais que eu ainda não saiba o fim.

O livro que gerou esse "reboliço" todo, chama-se: "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoiévski.
Até o fim deste ano pretendo descobrir o fim dessa história magnífica, assim como tenho em mente ler outros livros.

E os que se encontram no topo da lista, são: "Orgulho e Preconceito" e "O Diário de Anne Frank".


Sinopse dos livros citados:

A Cor Púrpura
http://www.skoob.com.br/livro/4744ED5833


O Diário de Anne Frank
http://www.skoob.com.br/diario-de-anne-frank--contos-do-esconderijo-143290ed161387.html


Crime e Castigo
http://www.skoob.com.br/livro/219ED103136


Orgulho e Preconceito
http://www.skoob.com.br/livro/819ED400361

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Considerações - FORFUN

"...A gente não sabia, tudo um dia tem um fim..."

Acordei ainda mais triste do que fui dormir. Ontem 09/06/2015, a banda Forfun anunciou por decreto o seu fim na rede social Facebook.

Como grande fã que sou, não poderia deixar de expor aqui meus sentimentos.
A Forfun, é uma banda independente que eu conheci lá atrás em meados de 2008/2009, quando eu tinha uns 13 anos. A primeira música que eu ouvi da banda foi "Costa Verde". Os anos se passaram e a banda que ainda "tímida" já indagava questões políticas, foi cada vez mais evoluindo e quebrando tabus, rompendo barreiras, formando opiniões, e abrindo a mente de seus ouvintes fazendo o grande favor de esclarecer que "...Pobre de espirito é aquele que não se aventurar..." não deixando de expor que "...O comodismo é um mal parasitário..." além de que "...Juventude perdida é o caralho..." e "...Temos muito mais a dizer...".

A Forfun sempre foi a solução de todos os meus problemas, e é com muita tristeza em meu coração que aqui digito essas palavras. Ocorre, que após 14 anos de palco, os músicos Danilo Cutrim, Vitor Isensee, Rodrigo Costa e Nicholas Christ, decidiram (ao que tudo indica), seguir carreira separadamente. 




"Paramos por aqui, dando passagem a tudo de maravilhoso que há por vir. Gigante que é, o Forfun não se encerra. Ele vai ali curtir uma aposentadoria merecida, enquanto nós quatro, seus eternos operários, seguiremos trabalhando em outros projetos com amor e serenidade genuínos".

Com toda certeza do mundo, por aqui termino dizendo que a banda Forfun é sim a melhor que eu já ouvi e farei questão de apresentar o trabalho desses 4 gurís para os meus filhos, com muito orgulho, pois, me fizeram um bem maravilhoso na minha adolescência e minha ESSÊNCIA é forunática.









Pra toda vida.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Férias"

Por um momento cheguei a pensar que nunca mais escreveria aqui, já que a maioria dos posts deste blog resume-se a eterna melancolia de uma garota de 19 anos.

Agora estou de "férias", sim entre aspas! Pois fiquei de exame em 3 matérias da faculdade, então passarei as minhas "férias" estudando para tentar manter minha bolsa de estudos, ou então o que será desta pessoa que se imagina futuramente trabalhando no ramo da medicina radiológica, fazendo pós em medicina nuclear?
Sonhar é de graça.

De fato, muita coisa aconteceu desde o dia 13 de março (que foi a ultima vez que andei digitando por aqui), desde faculdade até um término de namoro que deve ter durado no máximo 40 minutos, pois é.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Brigth Mornings

Depois de 4 dias sem postar, por ter ficado adoentada e também preguiça da parte de quem vos fala, lá vai mais uma das minhas elucubrações.

Acordar cedo é mais perturbador que simplesmente levantar da cama quando gostaria de passar mais horas com ela, abraçada aos meus travesseiro, confessando segredos por intermédio dos meus sonhos. É a única hora de silêncio e quietude do meu dia, onde converso apenas comigo em questões filosóficas egocentristas, cujo filme da minha vida passa em pequenos takes e atemporalmente. Talvez por isso seja tão raro esse despertar quando a manhã ainda confunde-se com a madrugada na qual adormeci...

Há alguns dias estou presa na cilada do saudosismo, perguntando-me da necessidade das pessoas em minha vida, visitando profiles, revistando meus pen-drives de fotos, vasculhando minha memória... quantas pessoas, tantas histórias. Pulei da cama hoje cedo (pra ser sincera arrastei-me) indagando o porquê delas terem passado por mim. É incontestável que cada uma deixou uma marca, por menor que seja.

É engraçado observar como mudamos: nossas vidas, nossas histórias, nossos rumos, nossas conquistas. De como um dia planejamos algo e saiu tudo diferente. Uns tiveram filhos, outros saíram do país, voltaram. Contudo, algumas companhias perduraram, assim como permaneceu aquela alegria contagiante do momento que eu nem lembro, mas ficou registrado numa fotografia; da ingenuidade do começo da adolescência, dos sotaques e gírias compartilhados; das brincadeiras; das festas madrugada a dentro e aos poucos cada um foi partindo...

Chega a ser triste, mas a verdade é que durou o tempo necessário para ficar na caixinha de boas lembranças. Obviamente, algumas delas ainda seria muito bom ter por perto, ao alcance de um telefonema ou de um encontro repentino só para dar boas risadas. Ainda, mesmo que estivessem perto, eu já não disponho de tanto tempo como há 5 ou 2 anos atrás. Minha vida fez um giro de 547º. Porém, dá vontade de reunir essa turma toda numa endless party... ou como costumavam ser as nossas: um final de semana inteiro, assistindo bons filmes, trocando músicas via bluetooth, voltando para os filmes e indo assim até um churrasco de domingo à noite.

Hoje são outras pessoas, outros pensamentos, outras manias, outras disponibilidades, "outros tempos". E com isso outras marcas, outros aprendizados, outros conceitos, outras questões neuróticas (por minha conta). Cada um vai preenchendo meu álbum de sorrisos, colos, momentos, broncas, brincadeiras. São os pequenos grandes prazeres que fazem toda a diferença.

E como fazem.

domingo, 8 de março de 2015

É preciso dizer que te amo, tanto...


Após tantos posts metafóricos, dúbios e enrustidos e declarações trocadas via sms ou ao pé do ouvido na hora de dormir, posso, finalmente, escrever o que chamarei de declaração.

Há certas coisas que não se explicam. Relacionamento é uma delas: não existe receita, fórmula certeira, nem secreta. Simplesmente acontece. Não se unem dois temperamentos opostos por coincidência, por convivência. Não se constrói relacionamento por diversão, para "matar o tempo", ou carência, sei lá. Não se constrói relação baseada apenas em sexo, ou somente em amizade. Isso seria realidade ilusória, não seria real.

Lutei muito: contra mim, meus medos, suas falas cheias de verdade, seus medos, os preconceitos alheios, nossas diferenças. Lutei baseada na convicção que o extraordinário permearia nosso meio. E não me enganei.

Já discutimos abertamente os vários aspectos pessoais das nossas vidas: nossas necessidades, nossas similaridades e diferenças, nossos planos. Já nos demos, mutuamente a liberdade de perguntar e conversar sobre qualquer coisa. Sempre colocamos nossas preocupações às claras, de forma que tivéssemos a liberdade de crescer e ser quem somos. Eu não conseguiria se não fossem suas risadas, seus beijos, seus abraços, seus conselhos, seu colo, seu ombro e esse amor imenso que me dá.

São suas palavras de encorajamento, seu otimismo e sua maturidade que me transformam em alguém melhor. Melhor pra mim, para nós dois e para as pessoas que compartilham da nossa felicidade. Não seriam sem você, minhas manhãs, humoradas; minhas tardes, ligeiras; minhas noites, gargalhantes. Não seria meu ócio menos criativo; não seriam minhas novas visões, sensatas; minhas decisões, planejadas; não seriam minhas atitudes menos infantis.

Mesmo assim, é necessário acreditar, todo dia, que é mútuo, que é intenso e que não é perfeito. E descrente como sempre fui, passei a acreditar que somente o amor é capaz de fazer tudo isso. Que faz enxergar diferenças, que dá forças quando queremos fugir, que incentiva a continuar, que transforma os dias tempestuosos dessa desvairada que sou em algo a ser recordado. Assim como o amor é que me faz pensar em você todo instante, que nos permite sermos livres mesmo com tanta proximidade, que me faz sempre sorrir quando te encontro. É amor que me faz ser mais madura pra crescer junto com você, que segura o meu ciúmes quando lembro do que você é capaz, que faz com que eu saia pra dançar ao invés de te esperar para iniciar uma briga.

Você tem sido a única pessoa para qual posso contar ABSOLUTAMENTE tudo, por mais pessoal que seja, por mais que possa te ferir. Você ainda será meu amigo e companheiro.

Qualquer caminho diferente do traçado até então, poderia nunca ter nos posto frente a frente, poderia nunca, sequer, ter ouvido seu nome. E assim, jamais teria rido das suas piadas, comido em lugares engordativos, acreditado em meu potencial, escutado Pink Floyd. Longe de ti jamais teria exposto - sem vergonha - que meu negócio é tchátchára, ou desenvolvido uma tara maior ainda pelos estudos.

Eu, que julguei ter amado tanto e desesperadamente, aprendi a amar no dia a dia, aprendi a construir uma relação. Namoramos a pouco mais de dois anos e jamais nos menosprezamos; nosso respeito reciproco e rimos bastante. E cada dia mais quero me encher de você, transbordar de amor, de felicidade, de admiração, de orgulho, de respeito, de tesão.

Então, hoje, resolvi escrever para quem quiser ler que eu te amo como nunca amei outro, EDUARDO JULIO. E que quando você, finalmente, me encontrou, eu já sabia que era VOCÊ.

sábado, 7 de março de 2015

Grau de conhecimento

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e as enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas da vida em si, mas de nós mesmos. A gente até sabe, na prática, como seria o modo "mais correto" de agir em uma ou outra situação, mas leva-se anos para entender que nem sempre estamos, de fato, preparados para certas coisas - mesmo que já tenhamos passado por algo semelhante.

Atire a primeira pedra quem nunca teve reações exageradas, quem nunca chorou quando deveria ou gargalhou até faltar o ar em um momento ainda menos propício. Vivemos nos preparando, até que algo acontece e reagimos assim, espontaneamente. Com os mecanismos que construímos ao longo da jornada.

As vezes saímos armados da cabeça aos pés, exibindo um elmo reluzente, escudo ultra resistente e uma lança pronta para atravessar o "oponente" sem dó nem piedade. Às vezes deixamos toda a indumentária em casa, mas ao sermos pegos desprevenidos, nos cobrimos com qualquer coisa que esteja ao nosso alcance. E isso cansa. Mas também cansa se magoar, decepcionar e sofrer. São ciclos que vão deixando marcas - ás vezes superficiais, ás vezes profundas - e vão montando a personalidade (inseguranças, neuroses e traumas) de casa um.

O processo para curar cicatrizes é pessoal, e cada qual tem seu modo. Tentei de tudo um muito, inclusive culpar o outro e a conjunção estrelar para não responder algumas perguntas - afinal, não são raras as vezes que mexer na própria ferida é algo doloroso demais. E a gente inventa teorias, cria respostas prontas e segue a vida.

Mas a vida sempre acerta as contas e nos atinge dessa maneira que não dá para evitar ou voltar atrás. Não é fácil admitir as próprias falhas, a vulnerabilidade, os medos. É doloroso pensar em paixão/amor e perceber que não eram os outros, mas você quem estava emocionalmente indisponível e não conseguia se manter inteira quando o coração estava em pedaços.

...

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas da vida em si, mas de nós mesmos. E, embora, a vida não espere que você esteja pronta para encarar seus medos, dar um salto de auto-confiança torna tudo mais libertador.

Inclusive o coração.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ouvindo Coitado

Pensando em ditados que gosto muito, reparei que todos falam sobre o ato de se dar mal. Não sei que conclusão tirar desse levantamento; se concluo que me dou mal com muita frequência ou se concluo que o fundo do poço é algo que me atrai. As duas conclusões me parecem bastante sóbrias.

Acho que os ditados que você gosta dizem muito sobre você. Muito mais do que os livros ou filmes ou músicas, porque não são uma opção estética, e sim uma opção de, sei lá, vida. Talvez hoje em dia as pessoas se definam excessivamente por opções estéticas. E talvez também por isso digam que certos casais "não combinam", porque avaliamos as opções estéticas, e não os ditados que eles gostam.

Dois ditados que eu gosto bastante:

1) Quem não ouve conselho, ouve coitado.
2) Há males que vem para o bem.

terça-feira, 3 de março de 2015

Lado econômico da força

Faz um tempo que ouço na programação vespertina aqui da rádio dando dicas financeiras e gente falando sobre seus gastos. Mas só tem gente equilibrada e intelectual. Maior gasto alegado pelos entrevistados: livros e vida cultural. O que esse povo anda comprando? Meus livros mais caros custaram o mesmo que meus vestidos mendigos.

Qual é a dessas pessoas? Enquanto uns tem demais, outros tem tão pouco.


segunda-feira, 2 de março de 2015

O céu é o limite

"My ambition is handicapped by my laziness", do Bukowski, provavelmente é a citação que melhor me define enquanto pessoa. Porque, nos meus planos, eu sou uma pessoa produtiva e o céu é o limite. Manter o blog? Ler 20 páginas por dia, arrumar a casa, terminar a tarefa da faculdade é para os fracos. Eu quero fazer tudo isso apenas no turno da manhã.

Claro que não se cumpre. Nunca se cumpre. No fim das contas, você produz o mesmo que uma pessoa comum, mas, enquanto uma pessoa comum produz aquilo e fica satisfeita, com a suprema sensação de dever cumprido, você riscou três itens da lista de afazeres. Não é muito inteligente. E também muito pouco saudável.

domingo, 1 de março de 2015

Mais uma vez

Sabe aquelas pessoas que não conseguem evitar demonstrar o que sentem? Muito prazer, pois sou exatamente assim!

Mais uma vez, nessas minhas 19 primaveras, ouvi a seguinte frase: "Nossa, como você é sensível", dentre muitas as quais: "Você é tão emotiva", "Você é incrivelmente humana", "Você tem o emocional fraco", "Você se abala demais com as coisas" ...]

Estranho é saber que as pessoas encaram isso positivamente e ficam maravilhadas...
Se existe algo de bom nisso, por favor, me mostre!

Entregar-se facilmente aos problemas que surgem no decorrer da vida; absorver a dor do próximo; agir impulsivamente, são as maiores características de pessoas como eu. 

Emoções em si, são consideradas fraquezas.

"Não é difícil me deixar feliz, como também não é difícil me deixar triste"

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Amando-me pouco

Estava quase dormindo quando de repente me veio uma vontade súbita de escrever aqui...
Escrever sobre o "amor".
Amar quanto? Amar como? Amar a si mesmo? Amar alguém? Amar a quem?

O amor sem sombra de dúvidas é o sentimento mais perverso que existe. Quando se ama muito alguém, consequentemente ama-se a si pouco.

Amamos intensamente sem esperar nada em troca... MENTIRA, BALELA, LOROTA!

Pessoas se entregam ao amor unicamente para desfrutar do amor e das atribuições que o amor as trazem.

Sempre que ouço uma história de amor, a conclusão que tiro é de que o amor e a dor estão muito mais ligados do que unha e cutícula. Afinal, O AMOR É A DOR.

Amar dói, amar fere, amar, amar, ama, amar...] Somos escravos de algo que tomamos como necessidade, necessidade de ter alguém, de ser amado por alguém, mas por que?

juro que adoraria saber.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Grandeza Vetorial

Ontem eu perguntei ao meu professor da faculdade se demorou para chegar aos 50 anos. Com um sorriso ele me respondeu que só demorou até chegar aos 18 e que a partir de então, o tempo voou. Ele saiu da sala e me deixou refletindo. Talvez ele nem saiba o peso que estas palavras tiveram sobre mim. Sempre que eu penso nisso, tenho a impressão de que minha vida está seguindo e eu estou apenas assistindo-a passar diante de mim, e que, quando eu menos esperar, estarei sentada numa cadeira de balanço olhando meus netos brincarem.

Pode parecer exagero, mas não é. O que eu construí nesses 19 anos? O que faz com que viver a vida seja um prazer e não um fardo? Será que estou destinada a apenas cumprir aquele velho ciclo de "nascer, crescer, amadurecer, reproduzir e morrer"? O que eu vou deixar de legado? Como as pessoas vão se lembrar de mim? Ou simplesmente não lembrarão? Eu tenho aproveitado as oportunidades que me aparecem?

Viver foi a melhor oportunidade a mim concedida e eu não tenho aproveitado como poderia. A comodidade parece tão mais confortável, eu sei. Mas definitivamente, não concorda com meus interesses. Eu quero ver o mundo com aquele olhar curioso de criança quando ainda está desenvolvendo a percepção, onde pra ela tudo é indagante [infelizmente, fazem com que as crianças cresçam acreditando que tudo é normal demais para despertar a curiosidade]; quero questionar sobre tudo, quero duvidar, quero buscar as respostas.

A vida é uma grandeza vetorial, e agora darei sentido, direção e intensidade à minha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quinta-feira

Se eu pudesse desejar algo, com certeza desejaria que todos os dias fossem "quintas-feiras". Mas não qualquer quinta-feira! Uma quinta-feira como a de hoje, 26 de fevereiro de 2015.

O sol brilha, e o aroma do meu copo de café insiste em me convidar para um dos prazeres mais formidáveis. Ainda assim há algo que persiste em não sair da minha cabeça; as tais "pessoas focadas", se é que assim posso chama-las...

Tenho uma relação muito incerta com essas pessoas focadas. Essas pessoas que passam 10, 20 anos querendo a mesma coisa. Elas vão lá e conseguem, porque se tem uma coisa que o Oriente ensinou ao pretensioso Ocidente é que a disciplina vence o talento quando eles se encontram em condições justas de temperatura e pressão. 

Parte do tempo, considero essas pessoas focadas as mais espertas de todas. Como elas conseguem isso? Como elas conseguem fazer escolhas e manter escolhas numa época feita para a distração?

Na outra parte do tempo, acho que são só umas coitadas que não entenderam o mundo em que vivem; esse mundo que te permite seguir um tutorial de maquiagem enquanto assiste uma aula de Yale, sendo você um ser humano sem nenhuma capacidade de usar duas cores de base ou frequentar Yale.

Não sei, talvez haja algo de estranho nesta quinta-feira.