sexta-feira, 13 de março de 2015

Brigth Mornings

Depois de 4 dias sem postar, por ter ficado adoentada e também preguiça da parte de quem vos fala, lá vai mais uma das minhas elucubrações.

Acordar cedo é mais perturbador que simplesmente levantar da cama quando gostaria de passar mais horas com ela, abraçada aos meus travesseiro, confessando segredos por intermédio dos meus sonhos. É a única hora de silêncio e quietude do meu dia, onde converso apenas comigo em questões filosóficas egocentristas, cujo filme da minha vida passa em pequenos takes e atemporalmente. Talvez por isso seja tão raro esse despertar quando a manhã ainda confunde-se com a madrugada na qual adormeci...

Há alguns dias estou presa na cilada do saudosismo, perguntando-me da necessidade das pessoas em minha vida, visitando profiles, revistando meus pen-drives de fotos, vasculhando minha memória... quantas pessoas, tantas histórias. Pulei da cama hoje cedo (pra ser sincera arrastei-me) indagando o porquê delas terem passado por mim. É incontestável que cada uma deixou uma marca, por menor que seja.

É engraçado observar como mudamos: nossas vidas, nossas histórias, nossos rumos, nossas conquistas. De como um dia planejamos algo e saiu tudo diferente. Uns tiveram filhos, outros saíram do país, voltaram. Contudo, algumas companhias perduraram, assim como permaneceu aquela alegria contagiante do momento que eu nem lembro, mas ficou registrado numa fotografia; da ingenuidade do começo da adolescência, dos sotaques e gírias compartilhados; das brincadeiras; das festas madrugada a dentro e aos poucos cada um foi partindo...

Chega a ser triste, mas a verdade é que durou o tempo necessário para ficar na caixinha de boas lembranças. Obviamente, algumas delas ainda seria muito bom ter por perto, ao alcance de um telefonema ou de um encontro repentino só para dar boas risadas. Ainda, mesmo que estivessem perto, eu já não disponho de tanto tempo como há 5 ou 2 anos atrás. Minha vida fez um giro de 547º. Porém, dá vontade de reunir essa turma toda numa endless party... ou como costumavam ser as nossas: um final de semana inteiro, assistindo bons filmes, trocando músicas via bluetooth, voltando para os filmes e indo assim até um churrasco de domingo à noite.

Hoje são outras pessoas, outros pensamentos, outras manias, outras disponibilidades, "outros tempos". E com isso outras marcas, outros aprendizados, outros conceitos, outras questões neuróticas (por minha conta). Cada um vai preenchendo meu álbum de sorrisos, colos, momentos, broncas, brincadeiras. São os pequenos grandes prazeres que fazem toda a diferença.

E como fazem.

domingo, 8 de março de 2015

É preciso dizer que te amo, tanto...


Após tantos posts metafóricos, dúbios e enrustidos e declarações trocadas via sms ou ao pé do ouvido na hora de dormir, posso, finalmente, escrever o que chamarei de declaração.

Há certas coisas que não se explicam. Relacionamento é uma delas: não existe receita, fórmula certeira, nem secreta. Simplesmente acontece. Não se unem dois temperamentos opostos por coincidência, por convivência. Não se constrói relacionamento por diversão, para "matar o tempo", ou carência, sei lá. Não se constrói relação baseada apenas em sexo, ou somente em amizade. Isso seria realidade ilusória, não seria real.

Lutei muito: contra mim, meus medos, suas falas cheias de verdade, seus medos, os preconceitos alheios, nossas diferenças. Lutei baseada na convicção que o extraordinário permearia nosso meio. E não me enganei.

Já discutimos abertamente os vários aspectos pessoais das nossas vidas: nossas necessidades, nossas similaridades e diferenças, nossos planos. Já nos demos, mutuamente a liberdade de perguntar e conversar sobre qualquer coisa. Sempre colocamos nossas preocupações às claras, de forma que tivéssemos a liberdade de crescer e ser quem somos. Eu não conseguiria se não fossem suas risadas, seus beijos, seus abraços, seus conselhos, seu colo, seu ombro e esse amor imenso que me dá.

São suas palavras de encorajamento, seu otimismo e sua maturidade que me transformam em alguém melhor. Melhor pra mim, para nós dois e para as pessoas que compartilham da nossa felicidade. Não seriam sem você, minhas manhãs, humoradas; minhas tardes, ligeiras; minhas noites, gargalhantes. Não seria meu ócio menos criativo; não seriam minhas novas visões, sensatas; minhas decisões, planejadas; não seriam minhas atitudes menos infantis.

Mesmo assim, é necessário acreditar, todo dia, que é mútuo, que é intenso e que não é perfeito. E descrente como sempre fui, passei a acreditar que somente o amor é capaz de fazer tudo isso. Que faz enxergar diferenças, que dá forças quando queremos fugir, que incentiva a continuar, que transforma os dias tempestuosos dessa desvairada que sou em algo a ser recordado. Assim como o amor é que me faz pensar em você todo instante, que nos permite sermos livres mesmo com tanta proximidade, que me faz sempre sorrir quando te encontro. É amor que me faz ser mais madura pra crescer junto com você, que segura o meu ciúmes quando lembro do que você é capaz, que faz com que eu saia pra dançar ao invés de te esperar para iniciar uma briga.

Você tem sido a única pessoa para qual posso contar ABSOLUTAMENTE tudo, por mais pessoal que seja, por mais que possa te ferir. Você ainda será meu amigo e companheiro.

Qualquer caminho diferente do traçado até então, poderia nunca ter nos posto frente a frente, poderia nunca, sequer, ter ouvido seu nome. E assim, jamais teria rido das suas piadas, comido em lugares engordativos, acreditado em meu potencial, escutado Pink Floyd. Longe de ti jamais teria exposto - sem vergonha - que meu negócio é tchátchára, ou desenvolvido uma tara maior ainda pelos estudos.

Eu, que julguei ter amado tanto e desesperadamente, aprendi a amar no dia a dia, aprendi a construir uma relação. Namoramos a pouco mais de dois anos e jamais nos menosprezamos; nosso respeito reciproco e rimos bastante. E cada dia mais quero me encher de você, transbordar de amor, de felicidade, de admiração, de orgulho, de respeito, de tesão.

Então, hoje, resolvi escrever para quem quiser ler que eu te amo como nunca amei outro, EDUARDO JULIO. E que quando você, finalmente, me encontrou, eu já sabia que era VOCÊ.

sábado, 7 de março de 2015

Grau de conhecimento

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e as enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas da vida em si, mas de nós mesmos. A gente até sabe, na prática, como seria o modo "mais correto" de agir em uma ou outra situação, mas leva-se anos para entender que nem sempre estamos, de fato, preparados para certas coisas - mesmo que já tenhamos passado por algo semelhante.

Atire a primeira pedra quem nunca teve reações exageradas, quem nunca chorou quando deveria ou gargalhou até faltar o ar em um momento ainda menos propício. Vivemos nos preparando, até que algo acontece e reagimos assim, espontaneamente. Com os mecanismos que construímos ao longo da jornada.

As vezes saímos armados da cabeça aos pés, exibindo um elmo reluzente, escudo ultra resistente e uma lança pronta para atravessar o "oponente" sem dó nem piedade. Às vezes deixamos toda a indumentária em casa, mas ao sermos pegos desprevenidos, nos cobrimos com qualquer coisa que esteja ao nosso alcance. E isso cansa. Mas também cansa se magoar, decepcionar e sofrer. São ciclos que vão deixando marcas - ás vezes superficiais, ás vezes profundas - e vão montando a personalidade (inseguranças, neuroses e traumas) de casa um.

O processo para curar cicatrizes é pessoal, e cada qual tem seu modo. Tentei de tudo um muito, inclusive culpar o outro e a conjunção estrelar para não responder algumas perguntas - afinal, não são raras as vezes que mexer na própria ferida é algo doloroso demais. E a gente inventa teorias, cria respostas prontas e segue a vida.

Mas a vida sempre acerta as contas e nos atinge dessa maneira que não dá para evitar ou voltar atrás. Não é fácil admitir as próprias falhas, a vulnerabilidade, os medos. É doloroso pensar em paixão/amor e perceber que não eram os outros, mas você quem estava emocionalmente indisponível e não conseguia se manter inteira quando o coração estava em pedaços.

...

Ao longo da vida nos deparamos com diversas situações e enfrentamos dependendo do grau de conhecimento que temos. Não apenas da vida em si, mas de nós mesmos. E, embora, a vida não espere que você esteja pronta para encarar seus medos, dar um salto de auto-confiança torna tudo mais libertador.

Inclusive o coração.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Ouvindo Coitado

Pensando em ditados que gosto muito, reparei que todos falam sobre o ato de se dar mal. Não sei que conclusão tirar desse levantamento; se concluo que me dou mal com muita frequência ou se concluo que o fundo do poço é algo que me atrai. As duas conclusões me parecem bastante sóbrias.

Acho que os ditados que você gosta dizem muito sobre você. Muito mais do que os livros ou filmes ou músicas, porque não são uma opção estética, e sim uma opção de, sei lá, vida. Talvez hoje em dia as pessoas se definam excessivamente por opções estéticas. E talvez também por isso digam que certos casais "não combinam", porque avaliamos as opções estéticas, e não os ditados que eles gostam.

Dois ditados que eu gosto bastante:

1) Quem não ouve conselho, ouve coitado.
2) Há males que vem para o bem.

terça-feira, 3 de março de 2015

Lado econômico da força

Faz um tempo que ouço na programação vespertina aqui da rádio dando dicas financeiras e gente falando sobre seus gastos. Mas só tem gente equilibrada e intelectual. Maior gasto alegado pelos entrevistados: livros e vida cultural. O que esse povo anda comprando? Meus livros mais caros custaram o mesmo que meus vestidos mendigos.

Qual é a dessas pessoas? Enquanto uns tem demais, outros tem tão pouco.


segunda-feira, 2 de março de 2015

O céu é o limite

"My ambition is handicapped by my laziness", do Bukowski, provavelmente é a citação que melhor me define enquanto pessoa. Porque, nos meus planos, eu sou uma pessoa produtiva e o céu é o limite. Manter o blog? Ler 20 páginas por dia, arrumar a casa, terminar a tarefa da faculdade é para os fracos. Eu quero fazer tudo isso apenas no turno da manhã.

Claro que não se cumpre. Nunca se cumpre. No fim das contas, você produz o mesmo que uma pessoa comum, mas, enquanto uma pessoa comum produz aquilo e fica satisfeita, com a suprema sensação de dever cumprido, você riscou três itens da lista de afazeres. Não é muito inteligente. E também muito pouco saudável.

domingo, 1 de março de 2015

Mais uma vez

Sabe aquelas pessoas que não conseguem evitar demonstrar o que sentem? Muito prazer, pois sou exatamente assim!

Mais uma vez, nessas minhas 19 primaveras, ouvi a seguinte frase: "Nossa, como você é sensível", dentre muitas as quais: "Você é tão emotiva", "Você é incrivelmente humana", "Você tem o emocional fraco", "Você se abala demais com as coisas" ...]

Estranho é saber que as pessoas encaram isso positivamente e ficam maravilhadas...
Se existe algo de bom nisso, por favor, me mostre!

Entregar-se facilmente aos problemas que surgem no decorrer da vida; absorver a dor do próximo; agir impulsivamente, são as maiores características de pessoas como eu. 

Emoções em si, são consideradas fraquezas.

"Não é difícil me deixar feliz, como também não é difícil me deixar triste"